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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Trago Alentejo na Voz"

Trago Alentejo na voz
Do cantar da minha gente
Ai rios de todos nós
Que te perdes na corrente
 



Ai planícies sonhadas
Ai sentir de olivais
Ai ventos na madrugada
Que me transcendem demais

 


















Amigos, amigos
Papoila no trigo

Só lá eu as tenho
E de braço dado contigo a meu lado
É de lá que eu venho
E de braço dado
Cantando ao amor
Guardamos o gado, papoilas em flor,
Que o vento num brado

Refresca o calor
E de braço dado, contigo a meu lado
Cantamos o amor

Ai rebanhos de saudades
Que deixei naqueles montes
Ai pastores de ansiedade
Bebendo água nas fontes

Ai sede das tardes quentes
Ai lembrança que me alcança
Ai terra prenhe de gente
Nos olhos duma criança

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Grândola Vila Morena





Grândola, Vila Morena
Terra da Fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade
Em cada esquina, um amigo
Em cada rosto, a igualdade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade



Dentro de ti, ó cidade
Juro em ter a companheira
`A sombra de uma azinheira
Que já não sabia a idade



domingo, 16 de janeiro de 2011

- Bom dia meu amigo

O Sol



Bom dia meu amigo,
O sol já se acordou.
A alma se renova,
Um novo dia despertou.
Amanheceu um lindo dia,
Da mais pura alegria.
Na árvore os pássaros cantam,
No céu as nuvens dançam.

O lindo azul do céu
Agora já se pode ver,
E num perfeito sincronismo
A lua vai se esconder.
O lindo azul do céu
Agora já se pode ver,
E num perfeito sincronismo
A lua vai se esconder.

Alguns são privilegiados
E acordam para trabalhar.
Mas outros tão desesperados,
Quando é que isso vai mudar.
São sinais de um novo dia,
Mas você diz ser normal.
Não deixe que na sua vida
O dia seja sempre igual.

Porque... o sol chegou
Você acordou
Chegou para iluminar.
Hoje é um novo dia
Para quem quiser mudar.
Se há fé
Na sua vida,
Há fé no seu coração,
O sol lhe enviará
Sua boa vibração.
Chimarruts haga mufh
Vai mostrar para você
Que entre o céu e a Terra
O firmamento é você.
Tenha fé na sua vida,
Na paz do seu amor,
Pois agora é outro dia
E o sol já se acordou.

É, eu só quero te dizer:
Amor, paz, felicidade!
É eu só quero dizer pra vocês:
Amor, paz, felicidade!

Bom dia meu amigo,
O sol já se acordou.
A alma se renova,
Um novo dia despertou.
Amanheceu um lindo dia,
Da mais pura alegria.
Na árvore os pássaros cantam,
No céu as nuvens dançam.

O lindo azul do céu
Agora já se pode ver,
E num perfeito sincronismo
A lua vai se esconder.
O lindo azul do céu
Agora já se pode ver,
E num perfeito sincronismo
A lua vai se esconder.

Alguns são privilegiados
E acordam para trabalhar.
Mas outros tão desesperados,
Quando é que isso vai mudar.
São sinais de um novo dia,
Mas você diz ser normal.
Não deixe que na sua vida
O dia seja sempre igual.

Porque... o sol chegou
Você acordou
Chegou para iluminar.
Hoje é um novo dia
Para quem quiser mudar.
Se há fé
Na sua vida,
Há fé no seu coração,
O sol lhe enviará
Sua boa vibração.
Chimarruts haga mufh
Vai mostrar para você
Que entre o céu e a Terra
O firmamento é você.
Tenha fé na sua vida,
Na paz do seu amor,
Pois agora é outro dia
E o sol já se acordou.

É, eu só quero te dizer:
Amor, paz, felicidade!
É eu só quero dizer pra vocês:
Amor, paz, felicidade!
É, eu só quero te dizer:
Amor, paz, felicidade!
É eu só quero dizer pra vocês:
Amor, paz, felicidade!

sábado, 15 de janeiro de 2011

Trago Alentejo na Voz (António Zambujo)

Trago Alentejo na Voz


Trago Alentejo na voz
Do cantar da minha gente
Ai rios de todos nós
Que te perdes na corrente
Ai planícies sonhadas
Ai sentir de olivais
Ai ventos na madrugada
Que me transcendem demais

Amigos, amigos
Papoilas no trigo
Só lá eu as tenho
E de braço dado contigo a meu lado
É de lá que eu venho
E de braço dado
Cantando ao amor
Guardamos o gado, papoilas em flor,
Que o vento num brado
Refresca o calor
E de braço dado, contigo a meu lado
Cantamos o amor

Ai rebanhos de saudades
Que deixei naqueles montes
Ai pastores de ansiedade
Bebendo água nas fontes
Ai sede das tardes quentes
Ai lembrança que me alcança
Ai terra prenhe de gente
Nos olhos duma criança




Francisco José - "Só Nós Dois"

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Ela canta, pobre ceifeira.






Ela canta, pobre ceifeira,

Julgando-se feliz talvez;
Canta, e ceifa, e a sua voz, cheia
De alegre e anônima viuvez,
Ondula como um canto de ave
No ar limpo como um limiar,
E há curvas no enredo suave
Do som que ela tem a cantar.

Ouvi-la alegra e entristece,
Na sua voz há o campo e a lida,
E canta como se tivesse
Mais razões pra cantar que a vida.

Ah, canta, canta sem razão !
O que em mim sente 'está pensando.
Derrama no meu coração a tua incerta voz ondeando !

Ah, poder ser tu, sendo eu !
Ter a tua alegre inconsciência,
E a consciência disso ! Ó céu !
Ó campo ! Ó canção !

A ciência Pesa tanto e a vida é tão breve !
Entrai por mim dentro ! Tornai
Minha alma a vossa sombra leve !
Depois, levando-me, passai !

Fernando Pessoa
 
 






MEU ALENTEJO ÈVORA .





Eu não sei que tenho em Évora
Que de Évora me estou lembrando
Quando chego ao rio Tejo
As ondas me vão levando

Abalei do Alentejo
Olhei para trás chorando
Alentejo da minh'alma
Tão longe me vais ficando

Ceifeira que andas à calma
Ai, e à calma ceifando o trigo
Ceifa as penas da minh'alma
Ceifa-as leva-as contigo




















Meu Alentejo - Dulce Pontes

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Ó Gente da minha Terra









Ó Gente da minha Terra
Agora é que eu percebi
Esta tristeza que trago
Foi de vós que recebi

É meu e vosso este fado
Destino que nos amarra
Por mais que seja negado
Ás cordas de uma guitarra

Sempre que se ouve um gemido
Duma guitarra a cantar
Fica-se logo perdido
Com vontade de chorar

E pareceria ternura
Se eu me deixasse embalar
Era maior a amargura
Menos triste o meu cantar





segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

O meu Alentejo.



Que lembro de ti, meu Alentejo?
Lembro a vastidão dos campos,
Tons de verde, de amarelo,
E vigiando a planície,
Orgulhosa sentinela,
Lembro a torre do castelo.
Lembro a casa do moleiro,
Agora meio destruída
E as velas do seu moinho
Asas paradas sem vida.
Nada ficou da aldeia,
A água tudo engoliu,
E naquele g...rande vale
Onde antes passava o rio,
Salvou-se o cimo do outeiro
Onde apenas um sobreiro
Ramos virados ao céu
Como que a pedir clemência
Resiste à calma e ao frio.
Lembro aqueles que partiram,
Os que partiram chorando,
Carregados de tantas mágoas
Que as mágoas os estão matando.
Será que os ventos mudaram
E que tudo está mudando?
Será que os teus filhos voltam
E que regressam cantando?
Vento que trazes notícias dos que partiram chorando
Traz novas dos seus regressos,
Diz-me se voltam e quando.













Francisco José Lampreia

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Ó meu Alentejo


Nós somos do Alentejo
As Margens do Roxo têm
As flores da Primavera
Pelos caminhos da vida
For tão bela a mocidade
Alentejo está presente
Ó meu Alentejo
Quando o Alentejo canta
Ervidel terra brilhante
Igreja de S. Julião
Meu Alentejo de outrora
Beja teu nobre castelo
Ervidel tem um jardim
Rica barragem de Alqueva
Nós vamos partir


quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

EU GOSTO DO ALENTEJO

 Gosto menos dos campos felizes,
Exuberantes, sempre vestidos
De verdes macios…
Não recebo deles aquela inquietação
Que os campos mais tristes
Por vezes me dão!
Gosto mais do Alentejo,
Do meu!...
De Moura onde nasci,
A Beja, Santa Victoria,
Onde nasceu o meu amor por ele!
Gosto do meu Alentejo – Tragédia!
Imenso, quente e nu!
Gosto da sua terra de barro
Da cor da carne viva!
Gosto de ouvir dizer
Chaparro, torro, seara,
Ameara, restolho,
Palavras musicais
Fortes, gostoso,
Que o alentejano diz arrastando
 
Como se arrasta a saudade,
E a ansiedade da sua alma
De homem solitário,
Que tem pudor do riso
E orgulho no canto,
- Esse estranho pranto
Dos sonhos que tem sem se aperceber!...
Gosto do meu Alentejo
De Inverno frio, arrepiante,
Onde só um ventinho cante!
Gosto das suas tardes de Verão,
De calma sufocante,
Onde nem pássaros cantem
E só a cigarra cante!
Gosto da terra!
Da terra que se oferece
Ali, à luz do dia!
Dessa terra fecunda,
Como um ventre macio
Que por amor de Deus
 
Concebe o Pão – o nosso Pão,
Em toda a imensidão
Duma nudez sem pecado!
Gosto do meu Alentejo só,
Tragicamente mudo
Sob o olhar azul do céu!
Gosto de ver bailar
O silêncio mais a escuridão
Nas noites sem Luar!
E, de dia…
O que impõe o Alentejo,
O que nele me seduz,
É ver o silêncio
Mais a solidão,
A gerar o pão
Em bebedeiras de luz!...




Maria José Travelho Rijo