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quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Só para dizer que te Amo!


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Problema De Expressão
Só pra dizer que te Amo,
Nem sempre encontro o melhor termo,
Nem sempre escolho o melhor modo.

Devia ser como no cinema,
A língua inglesa fica sempre bem
E nunca atraiçoa ninguém.

O teu mundo está tão perto do meu
E o que digo está tão longe,
Como o mar está do céu.

Só pra dizer que te Amo
Não sei porquê este embaraço
Que mais parece que só te estimo.

E até nos momentos em que digo que não quero
E o que sinto por ti são coisas confusas
E até parece que estou a mentir,
As palavras custam a sair,
Não digo o que estou a sentir,
Digo o contrário do que estou a sentir.

O teu mundo está tão perto do meu
E o que digo está tão longe,
Como o mar está do céu.

E é tão difícil dizer amor,
É bem melhor dizê-lo a cantar.
Por isso esta noite, fiz esta canção,
Para resolver o meu problema de expressão,
Pra ficar mais perto, bem mais de perto.
Ficar mais perto, bem mais de perto.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Compadre








Tantos compadres eu tenho
Amigos sim, outros não
Que o Alentejo é tamanho
De muita côdea de pão

 


De porco preto ou do branco
Como bebo do bonzinho
Não sou racista nem santo
Nem coirato de toucinho
 


De moros e cristianos
De dois lhe chamam baião
Noutras terras há muitos anos
Ao nosso arroz e feijão
 


Coisa que eu não sei fazer
Bailar bem o corridinho
Só se alguém me oferecer
Uma malga de bom vinho
 
 

 


segunda-feira, 6 de agosto de 2012

ALENTEJO




Na dourada planície alentejana,
Onde o sol penetra e tudo teima,
A falta de água, mísera e insana,
Quebra a vontade, abate e queima.
Nessa imensa e dourada pradaria,
Onde o vento de suão seca a cortiça…
Leva consigo, numa lenta agonia,
O suor a que chamam de preguiça.














Mas, o Alentejo, é belo e majestoso!
Quem o ama, chama-lhe de formoso.
Quem parte, volta!, nunca diz adeus.
Por isso há sempre vozes em coro.
Canto alentejano em vez de choro.
A alma alentejana é força de Deus!

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Aldeia da Luz



Aldeia da Luz


ALDEIA ALENTEJANA!
ÉS TU A SACRÍFICADA.
VAIS DEIXAR DE EXISTIR!
MAS SERÁS SEMPRE RECORDADA!

...MINHA ALDEIA DA LUZ!
TENHO DE ABANDONAR-TE!
OUTRA ALDEIA NÃO SEDUZ!
SOU OBRIGADA A DEIXAR-TE!














UMA NOVA ALDEIA FIZERAM!
PARA LÁ EU IREI VIVER.
COM TEU NOME A BAPTIZARAM!
MAS A TI JAMAIS VOU ESQUECER.

MUITAS PESSOAS TE VÊM ADMIRAR.
ÉS MAGESTOSA,ÉS UMA RAINHA!
PORQUE NÃO PODES AQUI FICAR?
MINHA ALDEIA PEQUENA,BRANQUINHA!
















SUBMERSA NAS ÁGUAS DO ALQUEVA!
PORQUE O ALENTEJO PRECISA DE ÁGUA!
A SAUDADE A BARRAGEM NÃO LEVA!
MEU CORAÇÃO CHORARÁ DE MÁGOA.

ALDEIA DA LUZ SUBMERSA!
SÓ ME RESTA A CONSOLAÇÃO.
QUE UM DIA AQUI VIVI!
VIVI... DE ALMA E CORAÇÃO!

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

PREFIRO O CAMPO À CIDADE

No silêncio da noite ouço a bicheza
Vivem em liberdade nos juncais
Ao romper da manhã ouço os pardais 
Meus Deus eu adoro a natureza 
















A comida tem outro sabor 
As flores são mais perfumadas 
Naquelas manhãs nebuladas
Até o sol nasce com outra côr











Quando chega a Primavera 
Ouvem-se as andorinhas nos beirais
E dali já não saem , mais 
Por todo o lado há ninhos à espera 











Acaba o Verão , chega o Outono 
O vento Forte faz-se ouvir 
As folhas não param de cair
Aí fica um pouco de abandono

















Começa a chover, chega o Inverno 
A chuva faz falta , é bem verdade
Mas mesmo assim prefiro o campo à cidade
Onde a poluição é um inferno